Madeira serrada e roliça: usada em construção civil como caibros, ripas, rodapés, molduras, tábuas, embalagens: cabos de vassoura, cabo de ferramentas, implementos agrícolas; construção naval em mastros para navios; construção pesada, móveis finos, carrocerias, marcenaria, carpintaria; dormentes, mourões, estacas, pontes, postes, embarcações, chapas e lâminas faqueadas decorativas. A madeira do guanandi tem ótima aceitação na indústria de barris para depósito de vinho (0537).
Energia: madeira com teor moderadamente baixo de lignina, produzindo álcool, coque e carvão de qualidade regular 07. Celulose e Papel: madeira boa para produção de papel (0700). Comprimento das fibras =0,60 e 1,27. Sendo mais freqüente entre 0,90 e 1,20 mm (200a).
Goma-resina: é exsudada pela casca. É amarela,espessa, aromática, de sabor acre e amargoso, com aplicações na veterinária.
Óleo: do fruto extrai-se óleo industrial com 40% de pureza.
Saponina: há presença de saponina nas folhas.
Substância tanantes: folhas e casca dão tanino.
Medicinal: a casca e o látex do guanandi são usadas na medicina popular e na veterinária. O chá de folhas e o chá de casca do guanandi são muito empregados no tratamento do diabete; no preparo do chá de casca, deve-se retirar a resina que vem flutuando na água (0096). O látex ou resina do tronco, chamado de “bálsamo-de-landim”, é vesicante e energizante, sendo também indicado para reumatismos, tumores e úlceras crônicas e usada contra as úlceras crônicas do gado. Apresenta, também, usos anti-sépticos.
Texto extraído do Livro: Espécie Arbóreas Brasileiras
Paulo Hernani Ramalho Carvalho - pág. 485
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